Belo Vale e seus encantos

Belo Vale tem museu único na América Latina

Museu do Escravo e Fazenda Boa Esperança


O nome do município diz tudo: Belo Vale! Saindo de Belo Horizonte, pela BR-040, rumo ao Rio de Janeiro, entra-se à direita, logo depois de Moeda, na rodovia MG-442, cercada por lindas paisagens montanhosas, até se chegar à cidade, localizada a 92 quilômetros da capital.

Um dos primeiros arraiais de Minas Gerais, fundado pelos bandeirantes em 1861, Belo Vale guarda riquezas histórias de rara importância e beleza. O Museu do Escravo, considerado o único da América Latina totalmente dedicado ao tema, preserva um vasto acervo que mostra como viviam os negros escravizados pelos barões que mantinham propriedades na região e em outros pontos do Brasil.
Entre as peças mais raras do Museu do Escravo estão duas páginas originais do jornal A Imprensa Fluminense, que, em 21 de maio de 1888, divulgou a notícia da assinatura da Lei Áurea pela princesa Izabel, abolindo a escravidão no país. O espaço guarda também material usado no filme Quilombo, de 1984, doado pelo diretor Cacá Diegues. Há no município duas comunidades descendentes de quilombolas: Chacrinha e Boa Morte. O que se sabe é que cerca de 1,2 mil escravos teriam vivido em Belo Vale.

Construída pelos escravos entre 1760 e 1780, a casa da Fazenda Boa Esperança é outra atração rica do ponto de vista arquitetônico e
paisagístico preservada no município. O imperador Dom Pedro II teria pousado várias vezes na fazenda, que mantinha uma senzala com mais de 800 escravos. O dono da propriedade, Barão de Paraopeba, Romualdo José Monteiro de Barros, foi presidente da Província de Minas Gerais em 1830.

Fotos: Luisana Gontijo



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